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Domingo, 22 de Março de 2009
Exame do estado Mental

 

             O exame do estado metal (EEM) é um processo através do qual psiquiatras e psicólogos examinam sistematicamente o estado mental de um paciente.
            Cada função mental é examinada separadamente de uma forma paralela a um exame físico. O resultado do exame e da consulta clínica são combinados para formular o diagnóstico psiquiátrico.
            A Entrevista de Avaliação e Diagnóstico visa compreender o que se está a passar com o paciente. A primeira consulta é habitualmente uma entrevista de avaliação e diagnóstico. Só depois do profissional de saúde ter escutado atentamente a história de vida do paciente, as suas queixas e os seus pedidos é que se pode compreender qual é a técnica psicoterapêutica mais adequada para aquela pessoa em particular. Por vezes, o processo de avaliação psicológica implica a realização de várias consultas.
            No fim das entrevistas de avaliação, o psicólogo estará apto a fornecer um diagnóstico dos problemas /dificuldades a nível psíquico existentes ou a assegurar que não se justifica intervenção psicoterapêutica devida à inexistência dos mesmos.
                       
As principais categorias avaliadas são:
               - Humor e afecto: afecto é a expressão de uma emoção, humor é o estado emocional de um indivíduo. Este pode ser depressivo, eufórico, irritado ou normal. Os vários estados afectivos demonstram se uma pessoa evidencia uma expressão do seu afecto ou se o mesmo se encontra restrito. É também importante notar se o afecto está incongruente, por exemplo, se um indivíduo ri em vez de chorar quando recebe uma notícia triste. Mas aspectos culturais devem ser considerados.
- Pensamento: Esta categoria é dividida em forma, como o individuo pensa, e conteúdo, o que ele pensa. Na maioria das vezes, uma pessoa com uma depressão profunda apenas pensa no suicídio ou então em homicídio. Tudo o resto não tem interesse, como as tarefas normais do dia-a-dia, que passam a ser muito difíceis e sem sentido ou insuportáveis como: tomar banho, trabalhar ou conversar com outras pessoas.
- Conteúdo: O conteúdo do pensamento compreende as crenças do indivíduo e o que é discutido durante a consulta. Estes pensamentos podem ser de ideias intrusivas angustiantes (pensamento obsessivo), ruminações (pensamentos recorrentes) ou fóbicas. Também devem ser explorados e investigados os pensamentos delirantes, os pensamentos relacionados com preocupações acerca do corpo (anorexia, bulimia) e os ciúmes patológicos e ainda as ideias suicidas e homicidas. 
- Cognição: O grau de pensamento abstracto, a educação formal, a inteligência, a capacidade de concentração é medido através de simples exercícios. O mini mental State Examination é um exemplo de questionário que se pode aplicar para esta avaliação.
- Processo / Forma: Nesta categoria é avaliada a velocidade do pensamento, do fluxo e como está conectado. Uma perturbação no pensamento formal acontece quando há uma certa pressão para se pensar mais depressa, quando ocorre uma perda de ideias, quando há um bloqueio do pensamento ou uma desagregação do pensamento, ou seja, quando há uma perda de associação entre ideias, podendo o paciente responder com palavras sem sentido. Também existe uma perturbação no pensamento quando o doente não responde às perguntas e quando se perde ou atrasa a conclusão de uma ideia (pensamento circunstancial).
- Aparência: O aspecto da pessoa é avaliado desde a idade, altura, peso, vestuário (se está limpo, sujo, roupas desapropriados, aspecto bizarro, muito coloridas). Também a sua atitude durante a consulta é alvo de consideração (se é desconfiado, receptivo, se evita responder às perguntas).
- Discurso: Avalia-se o discurso do paciente através do seu volume de voz, fluxo, velocidade, sotaques, hesitações ou bloqueios, tiques vocais. 
- Comportamento: O profissional de saúde observa como a pessoa se movimenta, as posições do corpo, agitação psico-motora, movimentos anormais como tiques ou tremores.
- Percepção: Como o paciente recebe os sentidos e percebe ou interpreta o mundo. Aqui são descritos fenómenos como alucinação e ilusão. Devem questionar-se as alterações de todos os sentidos pois as alucinações podem ser olfactivas, cinestésicas, visuais, auditivas, entre outras. É também avaliada a despersonalização, se o paciente se sente irreal, e a desrealização, onde o indivíduo sente o mundo como irreal. Também é importante verificar se as alucinações acontecem na segunda pessoa, numa conversa com o paciente, ou na terceira pessoa, se conversa entre si, e se dirigem o doente, como a tomar actos homicidas ou suicidas. As alucinações visuais podem ser halos ou cores difíceis de descrever sendo designadas por alucinações elementares. Alucinações extra-campinas são aquelas em que o paciente vê ou ouve coisas distantes do seu campo sensorial, por exemplo, ouvir uma voz a vários quilómetros de distância, ver através de paredes, etc. Deve-se interrogar como a pessoa lida com as alucinações, se são angustiantes, assustadoras ou se lhe dão prazer.      
- Consciência: O nível de consciência é classificado como sonolento, desperto ou perturbado.

             - Orientação: Faz-se questões para saber se o doente sabe onde está (orientação espacial) e também se sabe o dia, mês, ano (orientação temporal) em que se situa. Questiona-se ainda se sabe quem é e qual a sua situação (orientação autopsíquica).



publicado por dpe às 21:20
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