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Sábado, 7 de Março de 2009
História da Psiquiatria e Psicologia
  
Para os povos primitivos, a doença mental era explicada a partir de formulações fantásticas e irracionais (de acordo com as crenças da sua cultura), que caracterizou o período mágico. Estas explicações foram substituídas aos poucos e poucos por diversas teorias que atribuíram causas naturais à origem das doenças.
Toda a medicina física e psíquica do homem primitivo apoiava-se em concepções de natureza mágica e axiomática, constituindo assim actividade de sacerdotes e feiticeiros. No antigo Egipto, médicos cirurgiões operavam o cérebro e na antiga China, 30 séculos a.C. já existiam alguns conhecimentos de farmacologia e farmacoterapia.
 
A história das profissões, relacionadas com a saúde mental, nasceu com a tentativa do homem primitivo tentar aliviar o sofrimento do outro.  Iniciou-se com a história do primeiro curador profissional, o médico – feiticeiro.
Nas sociedades simples, o homem com poderes misteriosos tinham a função, entre outras, de curar os doentes mentais.
Os indivíduos que viviam ou vivem nas sociedades simples consideram a doença mental como uma possessão demoníaca ou a manifestação do descontentamento dos deuses, sendo os doentes vítimas do castigo divino.
As terapias derivavam da magia, da invocação dos poderes celestiais e do exorcismo de demónios, empregando castigos físicos e outras punições.
No entanto, nesta época, apareceram práticas terapêuticas consideradas modernas, tal como, ouvir música suave e realizar actividades recreativas. Esta época é caracterizada pelo domínio do pensamento mágico. Toda a enfermidade era explicada por crenças imaginárias e culto ao sobrenatural.
Todo o conhecimento, que estava virado para o misticismo, passa por uma mudança do pensamento mágico para causas naturais. São muitos os pensadores que começaram a desenvolver explicações racionais para os distúrbios mentais.
Hipócrates (460-380 a.C.) relacionou diferentes panoramas mentais com estados infecciosos, hemorragias e o parto. Foi o primeiro a tentar separar a medicina dos rituais mágicos, defendendo a origem natural de todas as doenças (não acreditando em causas sobrenaturais). Ele foi o pioneiro na classificação das doenças mentais: melancolia, psicose pós-parto, fobias, demência senil, delírio tóxico e histeria. Criou também conceitos clínicos relativos ao delírio e a três tipos de doenças mentais: a frenite (distúrbio mental acompanhado de febre); a mania (distúrbio mental crónico) e a melancolia (distúrbio mental crónico).
 Asclepíades defendeu que a alma não tinha localização e que era o resultado da concentração de funções perceptivas e as doenças mentais apareciam como consequência de alterações das paixões.
Erasístrato (355 – 280 a.C.), considerado o pai da fisiologia, em conjunto com Herófilo (310 – 250 a.C.), considerado o pai da anatomia, dedicaram-se ao estudo dos nervos sensitivos e motores e formaram considerações importantes sobre os ventrículos cerebrais.
Platão (427 – 347 a.C.) definiu o mundo das “ideias”, conceito monista (corpo e natureza eram manifestações da essência ideal) que dominou toda a filosofia do Ocidente. Com Platão e Aristóteles, a filosofia entra no período “sistemático”, com a elaboração de conceitos (Teoria das Ideias, de Platão) com os quais chegaram às leis de associação (lógica formal de Aristóteles) e à definição do corpo científico que mais tarde viria a constituir a ciência da psicologia.
Aristóteles (384 – 322 a.C.), considerado o verdadeiro pai da psicologia, estudou as sensações e a inteligência. Fez apreciações sobre a imaginação, os juízos, o raciocínio e a memória. Fundou a “escola aristotélica”, considerada uma das pioneiras da psicoterapia e da psicopedagogia.
Aurélio Cornélio Celso (25 a.C. – 50 d.C.) designou as doenças psíquicas por “insânias” (loucura; demência).
Galeno (131-200 d.C), médico romano, atribuiu ao cérebro o papel de controlador dos fenómenos mentais. Dividiu a alma em razão e intelecto, coragem e raiva, apetite carnal e desejos. Defendeu que o sistema nervoso era o centro da sensação, mobilidade e funções mentais e que os distúrbios psiquiátricos tinham origem cerebral. Foi o primeiro a afirmar que a histeria não deveria ser considerada exclusivamente uma doença da mulher.
Santo Agostinho de Hipona (354-430) dedicou-se à observação de fenómenos da memória e da consciência. Mas a religião não permitiu que os seus estudos contrariassem a concepção sobrenatural das doenças psíquicas. Ele admitia que o homem, desde o seu nascimento, mantinha uma “inclinação original para o pecado e para a concupiscência por um desejo de posse e de gozo”. Esta observação influenciou a psicanálise e a fenomenologia.
No período medieval dar-se-á um retrocesso de todo o pensamento científico a que se tinha chegado até então. A feitiçaria e a demonologia passaram a dominar o pensamento e as acções médicas nesta época. 
Na Idade Média, dar-se-á uma regressão do pensamento científico, sendo explicadas à luz das razões sobrenaturais e os tratamentos consistindo em exorcismos e em esconjuros. Tudo isto até à chegada da primeira revolução Psiquiátrica, impulsionada pela ideologia humanista e pelo aparecimento da psiquiatria como especialidade médica. Para contrariar a superstição que dominava a época, surge na Europa os primeiros asilos ou hospitais para os doentes mentais. No entanto, o conceito degradou-se de modo progressivo e os doentes mentais, os pobres e os abandonados pelas famílias eram recolhidos em hospícios, instituições caridosas que eram casas de assistência e de reclusão. Aí eram também acolhidos os criminosos e, por isso, eram todos submetidos às mesmas regras de vigilância e repressão: grilhetas nos pés, abstinência alimentar, açoites.
O Renascimento não trouxe benefícios aos doentes psíquicos e ainda agravaram-se as perseguições e o desrespeito. No Iluminismo, os doentes mentais viviam em condições de promiscuidade, eram submetidos a maus tratos e mal alimentados. Contudo, ainda neste período, Paracelso (1493-1541) defendeu que a doença mental era uma perturbação da substância interna do corpo, a qual estava ligada à alma. Nesse caso, o corpo deveria ser reforçado a curar-se a si mesmo. Paracelso foi considerado o primeiro psicoterapeuta.
A partir do século XVI é restabelecido o carácter científico da psiquiatria, no qual os médicos e outros profissionais retomam as observações clínicas sobre o comportamento e as verbalizações dos doentes mentais.
Johann Weyer (1515-1588), médico holandês, afirmou que as doenças mentais não eram sobrenaturais e que as feiticeiras tinham de ser tratadas como doentes psíquicos. Contudo, estas declarações racionais foram afastadas e só no final do século XVII apresentou-se, novamente, interesse pela interpretação científica das “doenças do espírito.”
Thomas Sydenham (1624-1689) foi o primeiro autor a descrever os efeitos dos opiáceos (suco extraído das cápsulas de varias espécies de papoila) e realizou descrições sobre a coreia aguda (doença nervosa que obriga a movimentos convulsivos e frequentes), sobre a mania e a histeria. 
Thomas Willis, anatomista e neurologista, descreveu o Polígono de Willis, a paralisia geral (sífilis) e a miastenia. Descreveu também alguns casos de jovens na puberdade entravam em “estupidez”, estado clínico que veio a ser nomeado por esquizofrenia. 
Philippe Pinel (1745-1826), medico francês, a 24 de Maio de 1798, libertou os asilados, muitos deles algemados durante 30 anos ou mais. A Pinel deve-se a primeira tentativa de classificação das doenças mentais, agrupando-as em quatro grupos: “manias” ou delírios gerais, “melancolias” ou delírios exclusivos, “demências” e “idiotias”. Os seus estudos constituíram a Primeira Revolução psiquiátrica, em que introduziu os conceitos de moral e liberdade. Com Pinel, os pacientes com distúrbios mentais ficaram livres das sangrias, purgativos e vesicatórios e também das prisões e dos grilhões a que eram submetidos, e passaram a receber um tratamento humanitário e orientação psicológica.
William Cullen estabeleceu uma das primeiras classificações das doenças psiquiátricas com alguma base científica. Foi o autor do termo neurose (perturbação mental ou emocional, cujos sintomas se manifestam por um comportamento obsessivo, tal como raiva excessiva, medo, ansiedade ou ódio sem razão aparente).
A Psiquiatria nasce como especialidade médica na segunda metade do século XVIII.   
Na segunda metade do século XIX, surge uma nova corrente baseada em neuroanatomia e neuropatologia. Surge também os neuropsiquiatras que utilizavam dados oriundos do plano clínico, anatómico, fisiológico, histológico e neurocirúrgico, tentando demonstrar a localização cerebral das funções sensoriais e motoras, cada vez mis apoiadas pela experimentação.
O estudo e a terapia das neuroses eram uma área de grande disputa devido aos trabalhos do neurologista Jean-Martin Charcot (1825–1893) que dedicou-se ao estudo da hipnose e da histeria. Charcot ponderava que a hipnose e a histeria deviam-se a uma fragilidade orgânica do sistema nervoso. Descreveu os sintomas histéricos e reconheceu que um trauma estava relacionado com as ideias e sentimentos que se tornariam inconscientes. Acreditava na cura pela hipnose, onde era possível reproduzir os sintomas neuróticos e obter o seu alívio.
Pierre Janet, psiquiatra, que estava do lado de Charcot, definiu essa debilidade orgânica com o conceito Psicastenia. Janet descobriu que sob a hipnose os doentes hipnotizados podiam relembrar os acontecimentos traumáticos e essa recordação poderia ajuda-los no tratamento.
As ciências naturais influenciaram o pensamento psiquiátrico da época, principalmente os trabalhos de Charles Darwin e Louis Pasteur. As obras destes e de outros autores constituíram o inicio da Era Moderna da medicina. A maioria dos psiquiatras da segunda metade do século XIX passou a procurar as causas orgânicas das doenças psíquicas e a esclarecer relações histológicas objectivas entre elas.
Theodor Hermann Meynert e Karl Wernicke, neurologistas, dedicaram-se ao estudo do córtex e base do cérebro e descobriram relações associativas. Wernicke efectuou trabalhos sobre afasia e descobriu a predomínio de um dos hemisférios cerebrais.
Foram os trabalhos de Charcot, Meinert, Wernicke, Alzheimer e Pick que permitiram nomear este período de século XIX como período áureo da neuropsiquiatria.
Harvey Cushing, o pai da neurocirurgia, constatou que problemas na glândula pituitária causavam perturbações mentais. Ele considerou a depressão e a ansiedade, observadas nos pacientes com alterações pituitárias, eram causadas por anomalias hormonais, pelo próprio tumor ou pelos dois factores em conjunto.
A descoberta do agente da Sifilis, Treponema pallidum, fez com a psiquiatria inclina-se mais para uma orientação organicista. Entretanto, com a difusão das teorias freudianas, acentuou-se mais a bipolarização conceitual da psiquiatria. Assim, a psiquiatria ficou dividida entre duas teses: uma de natureza orgânica e outra de natureza psicológica, considerando os mecanismos emocionais desorientadores e as situações de conflito como as principais causas das doenças mentais.
Na psiquiatria orgânica, os estudos genéticos comprovaram que diversas entidades nosográficas, definidas por Kraeplin (1856-1926), principalmente psicoses endógenas tinham base hereditária.
Nesta época surgiu uma classificação para as neuroses: ansiedade, fobias e obsessões.
Sigmund Freud (1856-1939) foi o orientador de uma revolução intelectual na visão do homem pelo homem, com o desenvolvimento da teoria psicanalítica. Desenvolveu a psicoterapia e nos anos 50 esta técnica era comum no tratamento das doenças mentais. Preocupou-se com a causa biológica das doenças mentais. Inicialmente, Freud aceitou a tese de que o pensamento e o comportamento eram determinados por factores biológicos e estava convencido de que determinadas drogas, como a cocaína, funcionavam como antidepressivos. Por diversos anos ele tentou apagar a personalidade em neurologia, causa que abandonou antes de desenvolver sua conhecida teoria psicanalítica.
Na psicanálise, os autores que contribuíram para a sistematização e divulgação de conceitos psicanalíticos foram Adler, Jung, Melanie Klein e Sandor Ferenczi.
A psicanálise sofreu abalos com o desenvolvimento da Teoria Quântica de Max Planck e a Teoria da Relatividade de Albert Einstein. 
 Eugen Bleuler (1857-1939), psiquiatra de formação organicista, exerceu grande influência na psiquiatria europeia que aceitava a valorização motivacional dos acontecimentos psicológicos e devido à sua participação na causalidade das doenças mentais. Em 1911, Bleuler criou o conceito de Esquizofrenia, processo enfermo de rotura da personalidade para substituir o termo Demência precoce, criado por Bénédict Morel no século XIX e confirmado por Kraeplin. 
Kurt Schneider foi outro autor de grande reflexo ao contribuir para a sistematização nosográfica das entidades psiquiátricas e para a compreensão da esquizofrenia.
Emil Kraepelin (1856-1926), um psiquiatra alemão, é considerado o criador da moderna psiquiatria, psicofarmacologia e genética psiquiátrica. Kraepelin afirmava que as doenças psiquiátricas eram causadas por alterações genéticas e biológicas. Kraepelin contrariou a abordagem de Sigmund Freud que considerava e tratava as doenças psiquiátricas como resultado de factores psicológicos. 
Com o isolamento da insulina em 1922, em 1933 aparecem as primeiras experiências de choque insulínico em doentes esquizofrénicos, efectuadas por Manfred Sakel.
Egas Moniz, em 1935, realizou as primeiras intervenções psicocirúrgicas na primeira lobotomia ou psicocirurgia.
Em 1938, foi utilizada, pela primeira vez, a eletroconvulsoterapia para fins terapêuticos.
Em 1952, Jean Delay e Pierre Deniker relataram os efeitos da clorpromazina em doentes psicóticos. Iniciou-se então a revolução dos psicofármacos no tratamento das doenças psiquiátricas designada por Segunda Revolução Psiquiátrica.
A Terceira Revolução Psiquiátrica teve início nos anos 60, nos Estados Unidos da América, a partir da chamada antropologia cultural, constituindo-se num movimento com carácter preventivo (saúde mental).
Na segunda metade do século XX reapareceu a psiquiatria biológica. A Psicofarmacologia tornou-se parte integral da psiquiatria, iniciada com a descoberta do primeiro neurotransmissor por Otto Loewi, a acetilcolina.
Em 1948, o carbonato de lítio revolucionou o tratamento da euforia e depressão no distúrbio bipolar.
No final da década de 1950, os primeiros antipsicóticos e antidepressivos foram desenvolvidos: Clorpromazina (conhecido como Amplictil), o primeiro antipsicótico utilizado, foi sintetizado em 1950 e um dos primeiros antidepressivos, a iproniazida, foi sintetizada em 1957. Em 1959, o primeiro antidepressivo tricíclico foi desenvolvida, a imipramina. A descoberta da eficácia da clorpromazina no tratamento da esquizofrenia em 1952 revolucionou o tratamento desta doença.
Em 1956, alguns autores, baseando-se em observações clínicas dos referidos medicamentos, mencionavam a hipótese do “desequilíbrio químico” das doenças mentais, principalmente a depressão.
 A Radiologia e diagnóstico por imagem foram utilizados pela psiquiatria por volta de 1980.
Em 1988, foram desenvolvidos, começando com a luoxetina, conhecida como Prozac, uma série de antidepressivos baseados na teoria monoaminérgica, conhecidos como Inibidores selectivos da recaptação de serotonina.
Em 1995, genes que contribuíam para a esquizofrenia, foram identificados no cromossoma 6 e genes para o distúrbio bipolar nos cromossomas 18 e 21. 
 

 



publicado por dpe às 16:03
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1 comentário:
De António João a 22 de Março de 2009 às 03:31
Parece que afinal o "stress" já vem de algum tempo atrás, não apareceu só na sociedade moderna.


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